Essa mulher nasce dentro de um caminho sinuoso determinado por andanças e tropeços, surge uma mulher aquilombada negra, indígena. Ela se veste de encanto em suas prensagens: um malandro, uma moça, uma palhaça e uma velha. Esse circo ela faz como que não quer nada, para que a lona? Se já tem Fronha. Capoeira para lá, corta-jaca para cá. Ela cruza e borda com a dança, o canto, o circo e a palhaçaria, lugar das comicidades negras, misturando linguagens dentro do terreiro. Com a festa abre terreiro no meio do asfalto.
Neste trabalho transgressor a filosofia preta de terreiro é aplicada no fazer artístico: ela se reinventa renascendo do lixo para a festa, a rainha do lixo nobre sendo coroada. Uma mulher que ressignifica suas dores em festa.
FICHA TÉCNICA
Idealização, atuação, figurino e cenário: Antônia Vilarinho
Direção artística, dramaturgia e provocação: Ronaldo Aguiar
Direção de movimento: Cátia Costa
Músico: Mafê
Musicista: Aworonkẹ́ Lima
Produção: Cotiara Produtora
